Fotos: Divulgação
Evento reuniu membros do sistema de Justiça, profissionais da Saúde e entidades em defesa da infância e adolescência
Neste 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração sexual de crianças e adolescentes, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) participou do seminário “Vigiar para proteger: a responsabilidade digital com crianças e adolescentes”, promovido pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio da Escola Superior e do Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA).
O procurador do Trabalho Alexandre Alvarenga, coordenador regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância), compôs a mesa de abertura do seminário e afirma que discutir esse tema é uma tarefa urgente e necessária. “Hoje, um dos grandes problemas de saúde pública diz respeito à excessiva exposição de crianças e adolescentes a telas, o que tem gerado diversos problemas relacionados à saúde mental. Esse é um tema que vem sendo debatido no mundo inteiro, com legislações, inclusive, proibindo o acesso a redes sociais de crianças e adolescentes até 15 anos de idade na França. O assunto também está em discussão no Reino Unido e esse debate precisa chegar aqui no Brasil com mais força, porque é o futuro do país que está sendo adoecido por causa da excessiva exposição a telas e equipamentos eletrônicos”, explicou o procurador.
Realizado no auditório do MPSE, o evento reuniu membros do sistema de Justiça, profissionais da área da Saúde, conselheiros tutelares e representantes de entidades que atuam na proteção da infância e adolescência. A apresentação da Orquestra Jovem de Sergipe marcou a abertura do seminário.
O subprocurador-geral de Justiça Paulo Lima Santana destacou, no início da solenidade, a ampla adesão ao evento. “Fico feliz em saber que a sociedade sergipana está interessada em um mundo melhor, mais sério, mais digno de as pessoas viverem em paz e felizes. O tema de hoje traz a responsabilidade de fazermos as devidas reflexões sobre as redes sociais. O Ministério Público é uma força que está sempre atenta e vigilante à proteção das crianças e adolescentes”, ressaltou.
A promotora de Justiça e diretora do Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA), Talita Cunegundes, falou sobre o Maio Laranja, uma campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. “Estamos no Maio Laranja, um mês de debate de temas que nos são tão caros. Nesta seara do contexto digital, novos comportamentos estão colocando em risco crianças e adolescentes, pessoas em processo de formação. Este é um momento de aprendizados, de estratégias a serem pensadas e novos caminhos. Precisamos ter um letramento digital para nos comunicarmos com segurança, proteção e respeito enquanto membros de uma sociedade que está interconectada”, pontuou.
Durante o evento, a promotora Talita Cunegundes destacou, ainda, a atuação em parceria do MPT-SE, por meio de destinações de multas e indenizações trabalhistas de caráter coletivo, que permitem o fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência, a exemplo da construção do Centro de Referência ao Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil (CRAI).
Ao longo da manhã, o evento conta com palestras da neuropsicóloga Renata Guimarães Machado, do promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia (MPBA) e membro auxiliar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Moacir Silva, e da promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Renata Rivitti.
*Com informações do MPSE



