A audiência pública vai acontecer no dia 10 de novembro, às 14h, no auditório do MPSE (Foto: Karla Tavares/Secom PMA)

No encontro, serão apresentados à população o projeto e as áreas consideradas para a implantação do novo cemitério

Com o objetivo de ouvir a população e reunir contribuições para a construção do novo Cemitério Vertical Ecológico Municipal, a Prefeitura de Aracaju realiza, no dia 10 de novembro, às 14h, uma audiência pública no auditório do Ministério Público de Sergipe (MPSE). Durante o encontro, serão apresentados detalhes sobre o projeto e as áreas consideradas para sua implantação, que serão submetidas à discussão com a sociedade.

A construção atende a uma determinação judicial decorrente de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público em 2006, que estabeleceu a necessidade de um novo cemitério para ampliar a oferta de vagas públicas na capital.

A audiência é resultado de uma solicitação da prefeita Emília Corrêa ao Ministério Público, autor da ação. “Aracaju enfrenta uma demanda histórica pela ampliação da oferta de cemitérios públicos. Estamos trabalhando para cumprir uma determinação judicial e atender a essa demanda. Mas acredito que governar vai além de cumprir obrigações, é também ouvir, dialogar e construir soluções com as pessoas”, afirmou a prefeita.

A ação civil pública contempla três áreas indicadas pela gestão anterior, todas em terrenos privados: Japãozinho, Ponto Novo e Zona de Expansão, na região de Areia Branca. Com a nova determinação, foram acrescentados à avaliação dos bairros Santo Antônio e Santa Maria, ampliando as alternativas para a implantação do equipamento.

O cemitério

A proposta prevê a implantação de 5 mil lóculos, com possibilidade de ampliação futura por meio da construção de um segundo pavimento. O equipamento também contará com ossuário, seis espaços destinados a velórios, centro ecumênico, espaço de contemplação, sanitários e estacionamento.

O modelo vertical ecológico foi escolhido por oferecer uma alternativa ambientalmente adequada aos métodos tradicionais de sepultamento. O sistema utiliza uma estrutura isolada que impede o contato do necrochorume com o solo e conta com mecanismos de inativação e tratamento dos gases gerados durante o processo de decomposição. Dessa forma, o funcionamento ocorre de maneira controlada, higiênica e com mecanismos voltados à proteção dos recursos naturais, à segurança sanitária e à redução dos impactos ambientais.

Arte: Emurb