Foto: Gabriel Nascimento
Advogada com trajetória construída nas áreas de Direito Médico, Direitos dos Pacientes,  saúde pública, direitos humanos e tecnologia, Clarissa Marques Santos França coloca seu nome na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe nas eleições de 2026. Candidata pelo MDB, ela apresenta uma trajetória profissional que combina atuação jurídica, participação social e experiência em temas diretamente relacionados às políticas públicas. A candidatura está deferida pela Justiça Eleitoral.

Formada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde também se especializou em Direito Médico, Clarissa possui ainda especialização em Direito Administrativo Empresarial, pós-graduação em Direito dos Pacientes e formações complementares em gestão. Em Sergipe, foi presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB/SE, conselheira estadual da Ordem e coordenadora do Núcleo de Saúde da Comissão de Direitos Humanos. Também atuou como coordenadora da Assessoria Jurídica da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, como assessora jurídica da Sociedade Médica de Sergipe , como assessora jurídica voluntária da Legião Feminina de Combate ao Câncer e Secretária Geral da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica.  

Saúde e direitos dos pacientes

A saúde pública aparece como um dos principais eixos da trajetória de Clarissa. Sua atuação envolve temas como judicialização da saúde, proteção de dados médicos, direitos dos pacientes e saúde digital. Em participação em debate sobre saúde digital e população negra, a advogada destacou o potencial das novas tecnologias para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer o Sistema Único de Saúde. “A saúde digital é a aplicação de tecnologias para garantir mais acesso à saúde, é uma oportunidade de consolidar o SUS e de promover saúde através do uso das tecnologias”, explicou Clarissa.

A experiência na área também está relacionada à defesa de mecanismos que garantam segurança e transparência no tratamento das informações dos cidadãos. Em discussão sobre a Lei Geral de Proteção de Dados e dados de saúde, a candidata ressaltou a importância de estabelecer regras para o acesso, compartilhamento e armazenamento de informações sensíveis. “Políticas de privacidade e os termos de consentimento e rastreabilidade das informações dos sistemas da saúde pública e suplementar são essenciais para a segurança do compartilhamento de dados sensíveis dos cidadãos”, defendeu a doutora Clarissa.

Direitos, participação social e combate às desigualdades

A atuação de Clarissa também ultrapassa a área estritamente jurídica. Ela integra o Aqualtune Lab, coletivo que trabalha na interseção entre Direito, tecnologia e raça, e participou de iniciativas relacionadas à saúde digital e aos direitos da população negra. Também foi delegada eleita para a 17ª Conferência Nacional de Saúde, com atuação vinculada ao debate sobre saúde digital,  Conselheira do Conselho de Participação Social e Conselheira do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Sergipe . O percurso reforça uma agenda que associa políticas públicas, inovação e garantia de direitos.

A defesa dos direitos humanos e o enfrentamento das desigualdades aparecem igualmente em sua trajetória. Em 2019, ao receber uma comenda na Assembleia Legislativa de Sergipe, Clarissa chamou atenção para a permanência do preconceito racial, religioso e cultural e defendeu a atuação de pessoas comprometidas com o enfrentamento das diferentes formas de opressão. “Infelizmente vivemos em uma sociedade onde o preconceito, seja ele de raça, religião ou cultura, ainda predomina”, declarou a advogada na ocasião.

Esta não é a primeira experiência eleitoral de Clarissa. Em 2018, ela concorreu ao cargo de deputada estadual em Sergipe pela Rede Sustentabilidade e recebeu 724 votos. Em 2026, retorna à disputa, agora pelo MDB, em uma chapa que reúne nomes conhecidos da política sergipana. O desafio é transformar uma trajetória profissional marcada pela atuação em saúde, direitos e políticas públicas em uma candidatura competitiva para a Assembleia Legislativa.

Ao colocar novamente seu nome à disposição do eleitorado, Clarissa Marques busca levar para o Legislativo a experiência acumulada no Direito, na saúde e na discussão sobre novas tecnologias. A proposta que emerge de sua trajetória é a de uma atuação baseada em conhecimento técnico, defesa de direitos, fiscalização das políticas públicas e participação social, com atenção a temas como saúde pública, direitos dos pacientes, proteção de dados, inclusão e combate às desigualdades.