Aracaju reafirma sua posição como principal motor do turismo em Sergipe. Levantamento consolidado pelo Sistema Fecomércio-Sesc-Senac aponta que, dos R$ 744 milhões movimentados pelo setor no estado em 2025, cerca de R$ 567 milhões foram gerados na capital, o equivalente a 76,2% de toda a atividade econômica turística sergipana.
O desempenho expressivo está diretamente associado a fatores estruturais que consolidam Aracaju como centro da operação turística estadual. A capital concentra aproximadamente 65% da capacidade de hospedagem de Sergipe, com mais de 13 mil leitos distribuídos em cerca de 6 mil quartos, absorvendo a maior parte da demanda de visitantes.
Outro vetor determinante é a logística de acesso. A quase totalidade dos turistas que chegam ao estado por via aérea desembarca no Aeroporto de Aracaju, principal porta de entrada do turismo sergipano. A partir desse ponto, os visitantes se deslocam para destinos como os cânions do rio São Francisco, o litoral e cidades históricas, mantendo, porém, a capital como base de hospedagem e consumo.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o resultado reforça o papel estratégico da capital no desenvolvimento econômico do turismo. “Aracaju reúne infraestrutura, conectividade e oferta de serviços que sustentam toda a cadeia produtiva do turismo em Sergipe. Esse nível de concentração mostra não apenas a força da capital, mas também a necessidade de integração regional para ampliar os benefícios do setor em todo o estado”, destacou.
Essa dinâmica gera um efeito econômico relevante: a centralização do gasto turístico. Despesas com hotelaria, alimentação, transporte, comércio e entretenimento permanecem majoritariamente em Aracaju, mesmo quando os roteiros incluem outros municípios. Na prática, a capital funciona como um hub distribuidor de fluxo turístico, mas também como o principal captador de receita do setor.
Marcio Rocha, economista responsável pelo levantamento, também destacou o caráter inovador da análise. “Esse recorte é inédito e atende a uma demanda direta do presidente Marcos Andrade, que sempre defendeu a necessidade de aprofundar a leitura sobre a dinâmica do turismo em Aracaju. Ao isolar os dados da capital, conseguimos compreender com mais precisão onde o gasto turístico está concentrado, como ele se distribui na cadeia produtiva e qual o real papel de Aracaju como indutora da atividade no estado. Esse tipo de análise qualifica o debate e orienta decisões mais estratégicas para o desenvolvimento do setor.”
Com isso, Aracaju se consolida como eixo estruturante do turismo sergipano, responsável por mais de três quartos de toda a movimentação econômica do setor e peça-chave para a expansão sustentável da atividade nos próximos anos.
O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e 13 Sindicatos Patronais em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.




