O médico anestesiologista e pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim (Republicanos), alerta que os servidores públicos e respectivos dependentes do Ipesaúde, estão multiplicando insatisfações em virtude da qualidade do serviço ofertado pelo Instituto. Fundado durante o Governo Luiz Garcia pela Lei nº 1.091 de 16 de dezembro de 1961, este sistema é administrado pelo Governo do Estado. Destacado por Dr. Eduardo, as reclamações quanto a demora para agendamento de consultas ou realização de exames têm sido recorrentes durante diálogo com a população.
“Seguimos nos deparando com servidores ou dependentes que precisam enfrentar seis, sete e até oito meses por uma consulta de baixa ou média complexidade. Tenho ouvido inúmeras reclamações e, ao mesmo tempo, não conseguimos identificar nenhum movimento que mostre avanço geral para quem precisa de saúde de qualidade”, critica Amorim. No dia primeiro de junho deste ano completa dois anos desde o reajuste proposto pelo Governo e aprovado pela Assembleia Legislativa, por meio do Projeto de Lei Nº 220/2023. De acordo com o texto aprovado, os beneficiários passaram a pagar 6% de sua remuneração para terem acesso ao serviço de saúde. “O quê melhorou após o aumento?” Questiona o pré-candidato ao Senado.
Ele reforça que a assistência para novos beneficiários no serviço de psicologia, terapias, fonoaudiólogos, psicomotricidade e neurodivergentes no cenário geral é muito precária, dificultosa e de difícil inserção. “Simplesmente não tem vaga e não tem previsão de quando deve surgir uma oportunidade de acolhimento ou contratação de mais profissionais”, aponta Eduardo Amorim, sugerindo como alternativa a construção de uma unidade hospitalar. “Por este e tantos outros motivos, sou defensor da construção de um Hospital do Servidor. Mais estrutura, mais contratações e melhor atendimento para cada trabalhador e seus dependentes”, reforçou.
Em 05 de janeiro de 2001 a Lei nº 4.352 instituiu o “Plano de Assistência à Saúde do Estado de Sergipe – Ipesaúde –, dos Servidores Estaduais da Administração Direta, Autárquica e Fundacional, ativos e inativos, civis ou militares, e dos pensionistas resultantes dos mesmos servidores”. Atualmente o Ipesaúde conta com mais de 110 mil beneficiários. No decorrer do ano passado órgãos estaduais de fiscalização foram acionados para investigar as denúncias protocoladas por pacientes. Professores da Educação Básica, por exemplo, reivindicaram a intervenção dos deputados e deputadas estaduais, de fiscais do Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça.
“Me solidarizo com todos os beneficiários que pagam caro e permanecem enfrentando dificuldades na hora de ser atendido por um especialista. Os setores de investigação precisam cobrar e saber o que está acontecendo, de forma consistente, dentro do Instituto de Saúde. O Ipesaúde é um patrimônio do servidor, mas infelizmente segue causando transtornos, apesar dos valores reajustados”, completou, Eduardo Amorim.
Enviado pela assessoria



