Foto: Luanna Pinheiro
O vereador Fábio Meireles (PDT) defendeu, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Aracaju, a aprovação do projeto de lei que prevê a vacinação itinerante em creches e escolas públicas municipais. Segundo o parlamentar, a proposta busca facilitar o acesso à imunização de crianças cujas famílias enfrentam dificuldades para levá-las às unidades básicas de saúde.
Fábio Meireles explicou que o projeto foi apresentado durante seu segundo mandato, aprovado pela Câmara, mas posteriormente vetado pelo então prefeito Edvaldo Nogueira. Segundo ele, o veto acabou sendo mantido pelo Legislativo. Agora, a proposta está sendo reapresentada pelo vereador.
Ao defender a iniciativa, Fábio Meireles afirmou que o debate sobre vacinação muitas vezes é tratado de forma ideológica. Para o vereador, a questão deve ser analisada sob a perspectiva da saúde e da proteção da população. “Não se trata de ideologia, se trata de vida. Não se trata de ideologia, se trata de responsabilidade com a população”, declarou.
O vereador destacou como exemplo a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo Fábio Meireles, a queda da cobertura vacinal contribui para o reaparecimento de doenças que já haviam sido controladas ou erradicadas.
Na avaliação do parlamentar, a vacinação itinerante poderia alcançar principalmente crianças de famílias em situação de maior vulnerabilidade. Ele citou o caso de mães solo que precisam trabalhar para garantir o sustento da família e, por isso, podem ter dificuldades para levar os filhos às unidades de saúde durante o horário de funcionamento. “Não é irresponsabilidade da mãe. Ela abre mão de levar o seu filho para se vacinar, para não perder o emprego, para não perder o pão de cada dia na sua casa”, afirmou.
Fábio Meireles defendeu, portanto, que equipes das unidades básicas de saúde possam se deslocar até escolas e creches municipais para ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso das crianças à imunização.
Para o vereador, a proposta representa uma medida de proteção à saúde pública e uma forma de levar o serviço até as famílias que enfrentam maiores dificuldades de acesso.




