Foto: divulgação

Em Sergipe: Dia Mundial sem Tabaco acende alerta para crescimento do número de fumantes e impactos à saúde

Com a aproximação do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, especialistas reforçam o alerta sobre os impactos devastadores do cigarro para a saúde pública. Dados recentes do Ministério da Saúde apontam um aumento de 25% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024, cenário que preocupa médicos e autoridades sanitárias diante do avanço das doenças relacionadas ao tabagismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco provoca cerca de oito milhões de mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, mais de 174 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças causadas pelo cigarro, sendo aproximadamente 55 mil vítimas de câncer relacionado ao tabagismo.

A pneumologista Dra. Naiana Mota, da Clínica Onco Hematos, em Aracaju, destaca que o cigarro afeta praticamente todos os órgãos do corpo e continua sendo um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças graves. “O tabagismo está diretamente associado ao câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, enfisema pulmonar, bronquite crônica e diversos outros tipos de câncer. Não existe nível seguro de exposição ao cigarro”, afirma a médica.

De acordo com a especialista, além do cigarro tradicional, dispositivos eletrônicos para fumar, como os vapes, também representam sérios riscos à saúde respiratória. “Existe uma falsa sensação de segurança em relação aos cigarros eletrônicos, principalmente entre os jovens. No entanto, esses dispositivos contêm substâncias tóxicas e podem provocar dependência química, inflamações pulmonares e danos importantes ao sistema respiratório”, alerta Dra. Naiana.

A pneumologista ressalta ainda que parar de fumar traz benefícios em qualquer fase da vida. “O organismo começa a apresentar melhora poucas horas após a interrupção do cigarro. Com o passar do tempo, reduzimos significativamente os riscos de doenças graves e aumentamos a expectativa e a qualidade de vida do paciente”, enfatiza.

Fonte: Rodrigo Alves, Jornalista, Assessor de Imprensa da Onco Hematos